Vídeo de moradora sobre mosquitos que ficam grudados para acasalar viraliza Podem passar até dez horas acasalando, voam juntos e vivem, no máximo, 20 dias. Essas são algumas das curiosidades sobre os insetos da família Bibionidae, conhecidos popularmente como mosquitos do amor. A aparição dos insetos chamou a atenção de Raquel Medeiros, de 43 anos, moradora de Itapetininga (SP), que gravou um vídeo e compartilhou nas redes sociais algumas curiosidades sobre eles. O registro do ac

Vídeo de moradora sobre mosquitos que ficam grudados para acasalar viraliza Podem passar até dez horas acasalando, voam juntos e vivem, no máximo, 20 dias. Essas são algumas das curiosidades sobre os insetos da família Bibionidae, conhecidos popularmente como mosquitos do amor. A aparição dos insetos chamou a atenção de Raquel Medeiros, de 43 anos, moradora de Itapetininga (SP), que gravou um vídeo e compartilhou nas redes sociais algumas curiosidades sobre eles. O registro do acasalamento foi publicado na segunda-feira (19). Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp No vídeo, Raquel questiona se os insetos também apareceram na casa de outras pessoas. Curiosa com o comportamento dos animais, ela pesquisou mais informações sobre eles e decidiu compartilhar as descobertas com os internautas. Os mosquitos podem ficar até dez horas juntos acasalando, diz especialista Raquel Medeiros Alves Vieira/Arquivo pessoal Na verdade, eu já tinha reparado essa semana nesses insetos. É engraçado, porque eles voam juntos desse jeito. No sábado, eu vi esses bichos aqui em casa. Eu fui na casa de uma amiga no domingo, e eles estavam na casa dela da mesma maneira, grudados, contou ao g1. Até esta quinta-feira (22), o vídeo já havia ultrapassado 30 mil visualizações. A publicação também recebeu diversos comentários de moradores que relataram ter percebido o aparecimento dos insetos e se surpreendido com o hábito de permanecerem grudados enquanto voam. LEIA TAMBÉM 'Café e Cacau': votação popular define nomes de filhotes de onça-parda em zoológico Profissional que atendia de graça na zona rural de moto marcou a medicina em Tatuí Mais barato e sob regras rígidas, queijo de leite cru gera debate entre produtores É uma curiosidade legal e bastante gente está comentando. Mas não achei que ia ter essa repercussão dessa também. Está crescendo bastante. Eu nunca imaginei, mas os meus vídeos mais aleatórios são os que viralizam, apontou. Moradora da Vila Santa Inês, ela contou que internautas de diferentes regiões da cidade também relataram a presença dos mosquitos em suas casas. Meus seguidores sabiam o nome desse mosquito e falaram que era o mosquito do amor. É engraçado. Muita gente estava vendo esse mosquito e não sabia o porquê eles ficavam grudados. Eles voam juntos então, literalmente, o amor está no ar, brincou. Comentários dos internautas sobre os insetos conhecidos popularmente como "mosquitos do amor" Reprodução/Redes sociais Raquel contou ao g1 que nunca havia reparado na presença desses insetos antes de gravar o vídeo. Depois de encontrá-los em sua casa e na residência de uma amiga, ela passou a notar os mosquitos com mais frequência pela cidade. Eu acho que muita gente estava vendo esse mosquito e se perguntava o porquê que eles ficam grudados. Eu nunca tinha reparado neles, nunca. Só reparei nesse final de semana. Agora eu estou começando a reparar mais." Até dez horas de acasalamento De acordo com a bióloga e entomologista Bárbara Maria Cerqueira, os insetos são parentes dos mosquitos e das moscas. Mas o que explica o aparecimento deles em áreas urbanas? Eles estão dentro da família Bibionidae, que é um grupo conhecido como esses mosquitos do amor ou mosquitos da lua de mel, tem vários nomes populares para eles. Como eles são insetos, e a gente está entrando nesse período mais quente, eles tendem a aparecer mais na casa das pessoas, explicou a especialista. Segundo a bióloga, os insetos têm o desenvolvimento modulado pela temperatura. Ou seja, quanto mais quente está, mais rápido eles se desenvolvem. Eles aparecem na casa das pessoas e fazem o que esse grupo faz de melhor, que é acasalar. É muito fácil encontrar esses animais acasalando nesse período do ano, apontou. De acordo com a especialista, os insetos são "parentes" dos mosquitos e das moscas Carla Monteiro/TV TEM Segundo a especialista, nessa família de insetos, o acasalamento pode durar cerca de dez horas, período em que o macho transfere o esperma para a fêmea. No entanto, os dois podem permanecer unidos por vários dias. Eles ficam grudados por muito tempo. Depois que eles acasalam pela primeira vez, o macho solta como se fosse uma bolsinha onde guarda os espermas, vazio, e aí ele já está produzindo outro, e consegue acasalar novamente em seguida." O casal pode permanecer unido por vários dias, inclusive no mesmo local onde ocorreu o acasalamento. Apesar desse comportamento, os insetos adultos têm vida curta, especialmente em períodos de calor. Se estiver muito calor, ele tende a viver por alguns dias, por uns 15 ou 20 dias no máximo. tem registros de algumas espécies que conseguem ficar quatro dias atracada, completou. Não oferecem risco Uma moradora de Itapetininga fez um vídeo mostrando os insetos que ficam grudados para acasalar Raquel Medeiros Alves Vieira/Arquivo pessoal Bárbara explicou ainda que os insetos dessa família não oferecem riscos aos seres humanos e desempenham um papel importante no meio ambiente, contribuindo para a polinização e a formação de húmus no solo. Eles se alimentam de néctar das plantas e tendem a ficar sempre no chão. Eles são polinizadores muito importantes e ajudam a acumular húmos no solo. Não picam os seres humanos e não oferecem nenhum risco, pelo contrário, oferecem até vantagens, afirmou a bióloga. A entomologista explicou que esses insetos costumam viver em áreas arborizadas. Durante ventanias, porém, podem ser dispersados e transportados pelo vento para outros locais. Eles não sabem voar muito bem. Então, do lugar onde a larva nasce, a fêmea tem que ficar ali, meio próxima, para facilitar o encontro. Eles tendem a ficar na mesma região, perto da oferta de alimento, do macho e da fêmea, concluiu. Espépode passar mais de 70% da sua vida se reproduzindo gdunham28 / iNaturalist *Colaborou sob a supervisão de Larissa Pandori Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Fonte: g1.globo.com